Episódio 2 – A nutrição, as relações e o ambiente e o seu impacto na gravidez, no futuro adulto e na sua descendência
Episódio 2 – A nutrição, as relações e o ambiente e o seu impacto na gravidez, no futuro adulto e na sua descendência

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Olá Maravilhosa! Bom Ano! Neste novo ano quero voltar a estar mais próxima de ti! E como adoro ouvir podcasts decidi voltar a falar contigo neste formato áudio/vídeo. Por isso, sê muito bem-vinda a este “Entre nós, a Doula”. Um espaço criado entre a grávida, bebé e família e a Doula para que não te sintas sozinha da tua gravidez ao pós-parto e possas aprender a viver mais informada, serena e positiva! E para começar quero partilhar contigo a minha própria história de maternidade e de como cheguei até aqui, à Doulagem. E falar-te de quando ter uma Doula contigo. Na minha gravidez deparei-me com uma profunda falta de respeito pela mulher-grávida e por ser grávida de primeira viagem, senti-me tratada como sendo “um número”, “mais uma” no meio de tantas mulheres que havia para atender e as 24h do dia não chegavam para tal. Em 2018 eu não sabia que existiam Doulas, no entanto uma amiga disse-me: “Se continuares com gravidez de baixo risco, vai visitar o hospital “X””. De facto, nesse hospital senti-me bastante acolhida pelo serviço de enfermagem. De tal forma a minha experiência foi diferente que decidi ter lá o parto. Acreditava eu que ali estaria segura, que podia confiar. Só que não! Na consulta das 39 semanas instalou-se o desrespeito e mais do que isso, após o toque feito pelo médico, veio o estagiário e fez-me o toque “maldoso”, sem querer. No momento, não reagi. Por perceber o quão solitário uma gravidez, parto e pós-parto podem ser, pela profunda falta de respeito, atenção e cuidado às grávidas decidi tornar-me Doula. Com o meu pós-parto mergulhei num profundo auto-conhecimento para tentar perceber tudo o que tinha vivido e foi aí que aconteceu o grande ponto de viragem na minha vida! Percebi que tu, grávida, podes escolher os hospitais mais respeitados, humanizados para parir, mas a grande diferença está em descobrires em ti a força, a coragem, o respeito por ti e em procurares o conhecimento e acompanhamento certo. Por isso, criei o Programa Parto Positivo. Com a minha experiência e conhecimento aliei ferramentas amplamente comprovadas e que permitem viver um experiência mais positiva, aconteça o que acontecer no parto. E juntei o meu lado maternal, instintivo de cuidar, sendo um ombro amigo, que te escuta sem julgar, que abra caminhos, que está ali para ti e para a tua família. Que te leva a encontrares a tua força, coragem e respeito. Que está ao teu lado também no parto, sem estar a parir-se, como acontece com o pai da bebé, pois ele também precisa de suporte. Com isto, vais possibilitar momentos mais serenos na gravidez, uma memória positiva para ti e para o teu bebé - porque sim, a forma como nascemos importa. Possibilitar ainda uma maior satisfação em relação ao parto, possivelmente um parto mais rápido e entrar no pós-parto com mais harmonia emocional. Eu, assim como a grande maioria das grávidas, comecei a pensar no parto no final do 2.ºT, porque no 1.ºT são aqueles meses de incerteza...do será mesmo real?! ...e são também os meses em que se formam os orgãos, os músculos, os ossos...até as unhas! No 2.ºT caí a ficha, a barriga não dá mais para esconder, começam-se a sentir os primeiros pontapés, provavelmente o bebé a reagir aos sons mais habituais. E é aqui que o tema parto começa timidamente a ganhar espaço mental na minha cabeça. A verdade é que sempre achei que era impossível dar à luz, pois sou “fraquinha” nestas coisas de sangue/hospitais/… E este padrão de esperar até ao 3.º trimestre para compreender o parto, as emoções que sinto, a ação das hormonas no meu corpo e nas minhas emoções é algo muito frequente acontecer. No entanto, digo-te se fosse hoje eu teria procurado uma Doula para caminhar ao meu lado nas alegrias e nos desafios da gravidez; para poder ter um suporte, um apoio emocional a quem recorrer, alguém com tempo para ouvir os meus receios, os meus desconfortos, as minhas preocupações, que me ajudasse a encontrar caminhos. E o que eu noto, agora falando do meu lado profissional, é que muitas mulheres chegam até mim já no 3.º trimestre, com muito pouco tempo para podermos trabalhar em conjunto e a grávida poder usufruir de todo o acompanhamento calmamente e ir aos poucos assimilando o que precisa. Tu podes e mereces viver uma gravidez e parto positivos, ao lado da tua Doula! Não deixes para a última, o que podes desfrutar e aprender desde o início! E poderes-te tornar numa Grávida Maravilhosa, sem receios e com a força e confiança para viver o seu parto positivo!